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Advogada de Flávio diz que campanha tem pessoa só para monitorar postagens de Janones e Lindbergh

A advogada Maria Claudia Bucchianeri, integrante da equipe da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), revelou nesta segunda-feira, 21, que a coligação designou um profissional para acompanhar de forma ininterrupta as publicações feitas pelos deputados André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ). A iniciativa, segundo ela, responde ao que classifica como produção recorrente de informações não confirmadas. A equipe atua buscando corrigir ou remover conteúdos considerados inverídicos, mas rejeita adotar medidas que resultem na suspensão de contas, em nome do respeito à liberdade de expressão.

A declaração foi feita durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan. Bucchianeri explicou que o acompanhamento é constante: “Temos um advogado dedicado exclusivamente a essa tarefa, que fica atento 24 horas por dia. São postagens sucessivas que, na nossa avaliação, não correspondem aos fatos. A cada momento surge uma nova versão, sem que haja elementos que a sustentem”, observou. A advogada mencionou ainda haver um terceiro parlamentar incluído no monitoramento, sem, contudo, revelar o nome, referindo-se ao grupo como “os três”. Janones e Lindbergh Farias são conhecidos pela intensa movimentação nas redes sociais.

A estratégia adotada pela campanha busca diferenciar-se pela forma de atuação. Embora aja para contestar e remover conteúdos que considere enganosos, a equipe não solicita o fechamento de perfis. “Entendemos que a liberdade de se manifestar é um direito fundamental. Discordar do que é dito não significa impedir que a pessoa fale. O caminho que escolhemos é o de apresentar os fatos, esclarecer e corrigir, sem silenciar quem pensa diferente”, justificou Bucchianeri. A postura reflete uma visão sobre o debate público que valoriza a disputa de ideias em espaço aberto.

A advogada também teceu considerações sobre o cenário digital e a atuação dos diferentes campos políticos. Avaliou que a esquerda não conta com nomes de maior destaque nas redes sociais, mas que, por outro lado, o lado que ela representa carece de articulação e direção mais definidas. “Há muito potencial que ainda não encontra organização para se expressar com força”, comentou. A observação sinaliza que a campanha reconhece a importância das plataformas como espaço central de comunicação com o eleitorado.

Sobre a regulação dos conteúdos online, Bucchianeri defendeu a formação de uma cultura digital voltada à conscientização, especialmente entre jovens. Citou temas como o combate a situações de violência e intimidação como pautas que devem ser trabalhadas por meio de educação e diálogo, e não por intervenção direta do poder público. “Não cabe ao Estado definir o que cada um pode ou não ver. O papel de orientar e prevenir pertence à sociedade, às famílias e às instituições de ensino, não ao governo”, afirmou, rejeitando a ampliação de instrumentos de controle estatal sobre a informação.

As declarações reacendem o debate sobre o equilíbrio entre liberdade de expressão, veracidade dos fatos e responsabilidade nas redes sociais. A campanha demonstra estar atenta ao fluxo diário de publicações, mas opta por responder com contrapesos em vez de restrições. Cabe ao eleitorado acompanhar os argumentos apresentados por cada lado, comparar com outras fontes e formar sua própria opinião. A disputa eleitoral se desenrola também nesse espaço, em que clareza, verdade e respeito são valores que devem guiar todos os participantes.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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