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Alfredo Gaspar foi vice de Flávio Bolsonaro e após as eleições já planeja seus próximos passos

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que disputou a Vice-Presidência da República na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), definiu os próximos passos de sua atuação política depois da derrota nas eleições de 2026. Presidente estadual do Partido Liberal em Alagoas, ele afirmou que continuará trabalhando para fortalecer a direita no estado e pretende participar da articulação da oposição ao governo federal. O parlamentar também saiu em defesa de Flávio após a viagem do senador aos Estados Unidos, manifestando solidariedade diante do que considera perseguição judicial contra a família Bolsonaro.

A manifestação de Gaspar ocorreu depois que Flávio deixou o Brasil acompanhado da família, em meio a decisões judiciais relacionadas à investigação envolvendo o senador. O ministro Alexandre de Moraes havia determinado o recolhimento dos passaportes de Flávio, atendendo a uma solicitação da Polícia Federal, pouco depois do segundo turno da eleição presidencial. Ao comentar a situação, o deputado demonstrou apoio à decisão do antigo companheiro de chapa de viajar para o exterior e criticou a atuação das autoridades responsáveis pelas medidas judiciais.

Em uma declaração pública, Gaspar afirmou que compreendia a situação enfrentada pelo senador e mencionou o impacto de deixar o próprio país acompanhado dos familiares. “Imagine a dor de deixar o próprio país, ao lado da família, diante das perseguições judiciais evidentes. Minha solidariedade a Flávio. Seguiremos juntos, lutando pela democracia no Brasil”, declarou o deputado. A manifestação reforçou a disposição do parlamentar de manter a aliança política com Flávio mesmo depois do encerramento da disputa presidencial.

Alfredo Gaspar pretende liderar a oposição em Alagoas

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Gaspar também expressou indignação com o que classificou como perseguição à família Bolsonaro. O deputado afirmou que Flávio teria recebido mais de duas mil ameaças de morte durante a campanha eleitoral e acrescentou críticas ao que chamou de cerco permanente promovido pelo ministro Alexandre de Moraes. Na gravação, ele declarou: “Flávio, o que eles queriam era te jogar na jaula do crime organizado”, utilizando a frase para demonstrar sua avaliação sobre o tratamento dado ao senador.

Depois da derrota eleitoral, o parlamentar afirmou que continuará exercendo a presidência do PL em Alagoas e trabalhando para ampliar a presença da legenda no estado. Gaspar disse que pretende manter sua atuação como representante da direita alagoana, fortalecendo as bases partidárias e preservando a estrutura política construída durante a campanha presidencial. “Sou presidente do PL Alagoas, onde seguirei sendo a voz da direita no estado, fortalecendo nossas bases”, ressaltou.

O deputado também anunciou que pretende ajudar a coordenar a oposição ao governo federal, com participação nas atividades de fiscalização e acompanhamento das decisões do Executivo. Segundo ele, sua atuação deverá incluir denúncias de possíveis irregularidades e defesa das demandas dos eleitores alagoanos e de outras regiões do país. “Serei oposição firme, responsável e atuante, fiscalizando, denunciando irregularidades e defendendo os interesses dos alagoanos e de todos os brasileiros. Meu compromisso com o Brasil não termina com uma eleição”, afirmou.

Deputado abriu mão de disputar uma vaga no Senado

Antes de aceitar o convite para integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar havia colocado seu nome na disputa por uma cadeira no Senado Federal por Alagoas. Naquele período, o parlamentar aparecia na liderança de pesquisas de intenção de voto para a vaga, o que indicava uma possibilidade de permanecer concentrado na política estadual. A escolha para a Vice-Presidência, entretanto, mudou seus planos e o levou a participar diretamente de uma campanha nacional.

Após o resultado das urnas, Gaspar avaliou que sua participação na eleição presidencial teve saldo positivo, apesar da derrota da chapa. O deputado ganhou exposição em diferentes regiões do país e participou de compromissos políticos nos quais representou a candidatura de Flávio, especialmente em eventos realizados no Nordeste. A experiência também ampliou sua presença no debate nacional, embora ele tenha afirmado que pretende manter como prioridade o fortalecimento do PL em Alagoas.

A trajetória profissional de Gaspar também contribuiu para sua projeção política, principalmente depois de sua atuação como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. Antes de ingressar na política partidária, ele foi promotor do Ministério Público de Alagoas, coordenou o Grupo de Combate às Organizações Criminosas e ocupou duas vezes o cargo de secretário de Segurança Pública do estado. Nas redes sociais, o parlamentar reúne mais de 2,1 milhões de seguidores, distribuídos entre Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e X.

Participação nacional deve continuar após a derrota

A intenção de Gaspar de coordenar a oposição ao governo federal indica que ele pretende aproveitar a visibilidade conquistada durante a campanha para ampliar sua participação nas articulações políticas. Como presidente estadual do PL, o deputado tem a responsabilidade de trabalhar pela organização da legenda em Alagoas e pela manutenção de sua base de apoiadores. A aproximação com Flávio Bolsonaro também deverá permanecer como parte de sua atuação política, conforme indicam as manifestações públicas feitas depois da eleição.

O parlamentar, portanto, pretende continuar no cenário político nacional sem ocupar uma função no Poder Executivo, concentrando suas atividades no mandato parlamentar e na direção partidária em seu estado. Sua agenda anunciada envolve fiscalização do governo federal, fortalecimento da oposição e defesa das pautas que apresentou durante a campanha presidencial. Mesmo com a derrota da chapa, Gaspar afirmou que continuará atuando politicamente e que seu compromisso com o projeto defendido durante a eleição permanece.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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