Boletim revela que Jair Bolsonaro vem enfrentando problemas de saúde, tendo inclusive dificuldade para respirar

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um episódio de taquicardia e dificuldade para respirar na última semana, segundo um boletim médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os sintomas foram registrados na sexta-feira, 2 de outubro, tiveram curta duração e desapareceram espontaneamente, sem novos episódios ao longo dos dias seguintes. As informações foram publicadas por Lóren Souza, em reportagem do portal Terra divulgada em 9 de outubro de 2026.
O documento médico informa que Bolsonaro se encontra bem e mantém estabilidade hemodinâmica e cardiorrespiratória. A avaliação indica que, apesar do episódio de alteração dos batimentos cardíacos e da dificuldade respiratória, não houve recorrência dos sintomas durante o período observado. O boletim foi assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, responsável pelo acompanhamento do ex-presidente.
Mesmo com a estabilidade registrada, o relatório aponta a persistência de efeitos colaterais associados ao uso de medicamentos de ação central. Entre os problemas mencionados estão a instabilidade crônica do equilíbrio corporal e a sonolência durante o dia. Essas condições exigem cuidados para reduzir o risco de quedas e acompanhar a evolução do estado de saúde do ex-presidente.
Boletim registra efeitos colaterais de medicamentos
A instabilidade do equilíbrio e a sonolência diurna aparecem entre os pontos destacados pela equipe médica no documento enviado ao STF. Esses sintomas foram relacionados aos efeitos secundários das medicações utilizadas por Bolsonaro e continuam exigindo atenção durante o acompanhamento clínico. O relatório não aponta, porém, a ocorrência de novos episódios de taquicardia ou falta de ar após o evento registrado em 2 de outubro.
O boletim também informa que o ex-presidente segue uma dieta com baixo teor de acidez e redução do consumo de sal. As orientações alimentares fazem parte dos cuidados adotados pela equipe médica para acompanhar sua condição e prevenir possíveis complicações. Além disso, são mantidas medidas preventivas contra quedas e refluxo gastroesofágico, problema que ocorre quando o conteúdo do estômago retorna ao esôfago.
O envio periódico de informações médicas ao Supremo integra o acompanhamento das condições de saúde de Bolsonaro durante o cumprimento da pena. Os relatórios permitem registrar eventuais alterações clínicas e informar a situação do ex-presidente às autoridades responsáveis pelo caso. No documento mais recente, a equipe destacou a estabilidade cardiorrespiratória, embora tenha mantido o alerta para os efeitos adversos dos medicamentos.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março de 2026, após uma internação hospitalar relacionada a um quadro de broncopneumonia aspirativa. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, considerando a situação médica do ex-presidente. Antes disso, ele estava custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha, depois de ter iniciado o cumprimento da pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Em setembro de 2025, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na trama golpista relacionada aos acontecimentos posteriores às eleições de 2022. A condenação criminal e o acompanhamento médico são questões distintas, embora as condições de saúde tenham sido consideradas em decisões sobre a forma de cumprimento da pena. A defesa do ex-presidente também apresentou questionamentos judiciais relacionados à condenação e ao regime de prisão.
O episódio de taquicardia e dificuldade respiratória foi descrito no boletim como passageiro, com melhora espontânea e sem repetição durante a semana. O documento não informou a necessidade de uma nova internação em razão desses sintomas, e a avaliação médica registrou que Bolsonaro permanecia estável no momento do relatório. A equipe continua acompanhando os efeitos colaterais dos medicamentos e mantendo as recomendações de alimentação e prevenção de quedas.
Acompanhamento médico continua sob análise do STF
A divulgação do boletim tornou públicas novas informações sobre a condição clínica do ex-presidente enquanto ele permanece em prisão domiciliar. O relatório diferencia o episódio ocorrido no início de outubro dos sintomas persistentes associados aos medicamentos, sem apontar recorrência da alteração cardíaca ou da dificuldade respiratória. As informações disponíveis, portanto, indicam estabilidade no momento da avaliação, mas não eliminam a necessidade de acompanhamento médico contínuo.
O caso também mantém a atenção sobre as condições estabelecidas para o cumprimento da pena e os relatórios periódicos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal. A evolução clínica de Bolsonaro poderá ser registrada em novos documentos apresentados pelas pessoas responsáveis por seu atendimento médico. Por enquanto, o boletim mais recente informa que o ex-presidente está bem, apesar da permanência de sonolência diurna e instabilidade do equilíbrio corporal.





