Bolsonaristas avaliaram o presidente Lula no debate contra Flávio e citaram os dois maiores erros dele

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) apontaram duas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da Band, realizado no domingo, 18 de outubro, que consideram prejudiciais à campanha petista. Segundo a coluna de Gustavo Zucchi, publicada pelo Metrópoles, os bolsonaristas avaliam que as falas podem ser utilizadas pela candidatura adversária para questionar o presidente na reta final da disputa eleitoral. Os episódios envolvem a expressão “malandro carioca”, utilizada por Lula ao se referir a Flávio, e a declaração sobre o desejo de receber votos de todos os presos, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A primeira declaração ocorreu durante o confronto televisivo entre os dois candidatos, quando Lula chamou Flávio de “malandro carioca”. O senador reagiu à expressão e afirmou que ela também atingia os moradores do Rio de Janeiro, apresentando uma manifestação de solidariedade à população da capital fluminense. A segunda fala destacada pelos aliados do candidato do PL ocorreu quando Lula afirmou que gostaria de receber o voto de “100% dos presos”, incluindo o de Jair Bolsonaro, que também disputa espaço no debate político nacional.
As duas declarações passaram a ser discutidas entre integrantes do grupo político de Flávio depois do debate, que marcou o primeiro confronto direto entre os candidatos no segundo turno presidencial. Na avaliação dos aliados do senador, os episódios oferecem oportunidades para questionar as declarações do presidente durante a campanha. O confronto aconteceu poucos dias antes da votação de 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.
Primeiro erro apontado envolve expressão sobre moradores do Rio
O primeiro episódio destacado pelos aliados de Flávio aconteceu quando Lula utilizou a expressão “malandro carioca” durante a discussão com o adversário. A fala foi explorada pelo senador, que procurou relacionar a expressão não apenas ao presidente, mas também à forma como os moradores do Rio de Janeiro poderiam interpretar a declaração. Durante o debate, Flávio afirmou que se solidarizava com os habitantes da capital fluminense, dizendo que eles haviam sido chamados de malandros pelo concorrente.
“Eu só quero aqui me solidarizar com todos os meus irmãos e irmãs do Rio de Janeiro que foram aqui chamados de malandros pelo meu concorrente”, declarou Flávio Bolsonaro durante o programa. A manifestação permitiu ao senador contestar publicamente a escolha das palavras utilizadas por Lula e apresentar a declaração como uma referência ofensiva aos moradores da cidade. Aliados do candidato do PL consideraram que o episódio poderia ser retomado posteriormente pela campanha para questionar a postura do presidente diante do eleitorado fluminense.
A expressão ganhou destaque porque foi utilizada em um debate transmitido nacionalmente, no qual cada declaração poderia repercutir nas redes sociais e nos materiais das campanhas. Flávio aproveitou a oportunidade para se dirigir aos moradores do Rio de Janeiro e afirmar que se solidarizava com eles diante da fala do adversário. Para aliados do senador, esse momento representa um dos dois episódios do debate que poderiam ser explorados politicamente nos dias que antecedem o segundo turno.
Declaração sobre votos de presos também foi criticada
O segundo episódio apontado pelos bolsonaristas ocorreu quando Lula afirmou que gostaria de receber o voto de “100% dos presos”, incluindo o de Jair Bolsonaro. A declaração foi considerada problemática por aliados de Flávio, que avaliaram que a fala poderia ser utilizada para atacar o presidente durante a campanha eleitoral. Enquanto integrantes do PT destacaram o momento de outra maneira, os apoiadores do senador classificaram a manifestação como um erro grave.
Flávio Bolsonaro retomou o assunto durante o próprio debate e mencionou o desempenho eleitoral de Lula entre pessoas presas no primeiro turno. O senador também afirmou que o presidente não trabalharia pelo fim das facções criminosas, relacionando o tema à discussão sobre segurança pública e criminalidade. As declarações fizeram com que a questão dos votos de pessoas encarceradas entrasse no confronto entre os dois candidatos e passasse a integrar os argumentos utilizados pelo parlamentar contra o adversário.
A discussão sobre os votos de presos foi, portanto, um dos pontos de divergência entre os candidatos durante o programa da Band. A fala de Lula recebeu interpretações distintas entre aliados das duas campanhas, com petistas considerando o momento positivo e bolsonaristas apontando possíveis consequências políticas negativas. Para o grupo de Flávio, a declaração representa uma oportunidade de voltar a questionar o presidente sobre segurança pública e o enfrentamento das organizações criminosas durante a reta final eleitoral.
Falas podem voltar à disputa nos últimos dias de campanha
Os dois episódios ocorreram durante o primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Além das declarações sobre os moradores do Rio de Janeiro e os votos de pessoas presas, o confronto foi marcado por acusações e críticas entre os candidatos ao longo da transmissão. A repercussão do programa passou a alimentar as discussões entre aliados e integrantes das campanhas a poucos dias da votação.
De acordo com a coluna de Gustavo Zucchi, no Metrópoles, os aliados de Flávio consideram que as duas falas de Lula podem ser aproveitadas para questionar o presidente durante a campanha. O primeiro episódio envolve a expressão “malandro carioca”, enquanto o segundo diz respeito ao desejo declarado por Lula de receber votos de todos os presos, inclusive de Jair Bolsonaro. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, as declarações permanecem entre os assuntos que os apoiadores do senador apontam como relevantes na disputa eleitoral.





