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Candidato à Presidência, Zema visitou a Feira Hippie em Belo Horizonte, mas acabou sendo vaiado

O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema, foi recebido com manifestações distintas durante uma visita à tradicional Feira Hippie, em Belo Horizonte, neste domingo, 20 de setembro de 2026. Durante a caminhada pelo local, localizado na região central da capital mineira, o político ouviu vaias, gritos e críticas de parte das pessoas que acompanhavam a movimentação. Ao mesmo tempo, Zema também encontrou apoiadores, tirou fotografias, recebeu manifestações de simpatia e foi convidado por comerciantes a conhecer algumas barracas.

A agenda ocorreu durante uma série de compromissos políticos de Zema em Belo Horizonte, em meio à movimentação relacionada às eleições de 2026. Antes de chegar à Feira Hippie, o ex-governador passou pela Igrejinha da Pampulha e, posteriormente, chegou ao tradicional espaço de comércio e convivência por volta das 10h30. Na sequência, ele concedeu uma entrevista coletiva à imprensa e iniciou uma caminhada acompanhado de integrantes do partido Novo e de apoiadores, entre eles o vereador de Belo Horizonte Bráulio Lara, que disputa uma vaga de deputado federal.

Logo no começo do percurso, manifestações contrárias foram registradas entre pessoas que estavam na feira, enquanto parte dos presentes fez gestos associados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e entoou o nome do petista. Uma das críticas direcionadas ao ex-governador fez referência à mineração em Minas Gerais, assunto que ganhou espaço no debate político estadual após investigações sobre irregularidades envolvendo processos de licenciamento ambiental. Dessa forma, a passagem de Zema pelo local acabou sendo marcada tanto pela presença de apoiadores quanto por manifestações de grupos e pessoas contrárias à sua candidatura.

Zema recebe vaias na Feira Hippie durante caminhada

Entre os episódios registrados durante a visita, uma das manifestações fez referência à Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025 para investigar suspeitas relacionadas a fraudes em processos de licenciamento ambiental de atividades de mineração em Minas Gerais. A investigação alcançou agentes públicos e empresários, e entre os acontecimentos decorrentes da operação esteve a prisão do então presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente, Rodrigo Franco, que posteriormente passou a responder em liberdade. Além disso, João Paulo Martins, que ocupava a presidência do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, foi exonerado após ter sido citado no contexto das investigações.

A referência feita durante a caminhada mostra como questões relacionadas à mineração continuam presentes no debate político mineiro, especialmente quando antigos ocupantes do governo estadual participam de atividades públicas. No entanto, a manifestação registrada na feira deve ser compreendida como uma reação de pessoas presentes no local, e não como uma demonstração uniforme da posição dos frequentadores da Feira Hippie. Isso porque, paralelamente às vaias e críticas, outros visitantes demonstraram apoio ao candidato e se aproximaram para conversar e tirar fotografias.

Além das manifestações políticas, a visita também teve momentos de interação entre Zema e comerciantes e frequentadores da feira, que integra a rotina cultural e comercial de Belo Horizonte aos domingos. O ex-governador foi fotografado ao lado de apoiadores, carregou crianças no colo e recebeu convites para visitar barracas durante o percurso. Assim, a agenda acabou apresentando uma combinação de manifestações favoráveis e contrárias, situação que também evidencia a diversidade política encontrada em espaços públicos de grande circulação.

Feira Hippie de Belo Horizonte vira cenário de disputa política

A Feira Hippie, oficialmente conhecida como Feira de Artes, Artesanato e Produtores de Variedades de Belo Horizonte, reúne comerciantes e visitantes todos os domingos na região central da cidade. O espaço possui grande circulação de pessoas e concentra diferentes tipos de produtos, serviços, alimentação e manifestações culturais, razão pela qual eventos políticos realizados no local acabam alcançando um público diversificado. Recentemente, inclusive, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou um mapa digital que permite localizar barracas e produtos distribuídos pela feira.

Nesse contexto, a presença de Zema transformou uma visita de campanha em um momento de exposição pública diante de eleitores com diferentes posicionamentos políticos. Enquanto alguns visitantes demonstraram apoio ao candidato do Novo, outros aproveitaram a passagem para apresentar críticas e defender posições favoráveis ao presidente Lula. Consequentemente, as manifestações ocorreram de maneira simultânea, sem que o episódio pudesse ser caracterizado apenas pela reação de um dos grupos presentes na feira.

No final da caminhada, uma nova manifestação contrária foi registrada quando Zema passou próximo a um grupo de militantes da Unidade Popular, partido de esquerda. O grupo voltou a vaiar o ex-governador e direcionou críticas pessoais ao candidato antes de sua saída do local. Depois disso, Zema deixou a Feira Hippie de carro, encerrando a agenda pública que havia começado horas antes na capital mineira.

O que aconteceu com Zema na Feira Hippie

O episódio ocorre em uma fase de intensa movimentação dos principais nomes que pretendem disputar a Presidência da República em 2026, com agendas públicas sendo utilizadas para ampliar a exposição dos candidatos. Nos últimos dias, Zema também participou de debates sobre temas nacionais, incluindo programas sociais, economia e a relação entre os Poderes da República. Em uma entrevista recente, por exemplo, ele apresentou críticas ao Supremo Tribunal Federal e defendeu a investigação de ministros da Corte, demonstrando que sua campanha tem adotado posicionamentos sobre questões que estão no centro da disputa eleitoral.

A passagem pela Feira Hippie, portanto, ganhou repercussão não apenas pelas vaias, mas também pela presença de apoiadores e pela interação do candidato com comerciantes e visitantes. De um lado, críticas relacionadas à mineração e ao cenário político nacional foram apresentadas por pessoas que estavam no local; de outro, manifestações de apoio foram registradas durante a caminhada. Dessa maneira, o episódio em Belo Horizonte foi marcado por diferentes manifestações políticas e passou a integrar a agenda pública de Zema na preparação para as eleições de 2026.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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