Candidato do Missão, Renan Santos, fez duras críticas a Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, afirmou que não pretende apoiar Flávio Bolsonaro, do PL, em um eventual segundo turno das eleições de 2026. Durante entrevista ao SBT Brasil, na segunda-feira, 21 de setembro, Renan chamou o senador de “bandido” e disse que não pretende se misturar politicamente com o grupo ligado ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. As declarações foram publicadas pelo Estado de Minas e ocorreram durante a campanha presidencial.
Na entrevista, Renan afirmou que pessoas ligadas à campanha de Flávio chegaram a procurá-lo para uma conversa. Segundo o candidato do Missão, porém, não houve avanço nas tratativas porque ele não aceitaria fazer concessões em sua campanha para construir uma aproximação política com o senador. Dessa forma, Renan voltou a marcar distância em relação ao grupo bolsonarista.
Renan também fez acusações contra Flávio ao comentar imagens nas quais o senador aparece durante um safári ao lado de pessoas que ele relacionou às investigações da Polícia Federal sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. O candidato afirmou que não considera possível estabelecer uma aproximação com o senador e utilizou termos como “bandido” ao se referir a ele. As acusações e qualificações foram feitas por Renan e não representam, por si só, uma conclusão judicial sobre eventual responsabilidade criminal de Flávio.
Renan rejeita apoio a Flávio no segundo turno
Ao ser questionado sobre um eventual segundo turno, Renan afirmou que manteria o apoio à própria candidatura e não recomendaria voto em Flávio Bolsonaro. O candidato declarou que pretende continuar apresentando seu projeto político independentemente dos adversários que eventualmente avancem para a segunda etapa. A posição reforça uma estratégia de diferenciação em relação ao candidato do PL.
Durante a entrevista, Renan também criticou a possibilidade de uma escolha entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno. Ele afirmou que pretende apresentar uma alternativa própria e mencionou eventos de sua campanha, fazendo críticas à participação de funcionários públicos em atividades eleitorais de outros candidatos. Essas afirmações sobre outras campanhas foram feitas pelo próprio candidato durante a sabatina.
A declaração não foi a primeira vez que Renan sinalizou que não apoiaria Flávio em uma eventual segunda etapa da eleição. Em sabatina realizada pela Folha e pelo UOL em 11 de setembro, o candidato já havia afirmado que não pretendia apoiar qualquer outro candidato em um eventual segundo turno.
Disputa entre candidatos do campo da direita
Renan Santos é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre e disputa a Presidência pelo partido Missão. Durante a campanha, ele tem feito críticas públicas a Flávio Bolsonaro e procurado estabelecer uma identidade própria para sua candidatura. Flávio, por sua vez, concorre pelo PL e mantém sua campanha associada ao grupo político de seu pai, Jair Bolsonaro.
A rejeição de um eventual apoio também ocorre em meio a contatos entre integrantes das diferentes campanhas. De acordo com Renan, pessoas ligadas ao grupo de Flávio fizeram uma aproximação para conversar, mas ele não aceitou avançar em uma negociação política. O episódio foi citado pelo próprio candidato para explicar por que mantém a decisão de não apoiar o senador.
Além das declarações contra Flávio, Renan tem apresentado sua candidatura como uma alternativa aos principais grupos políticos que disputam a eleição. Em entrevistas anteriores, ele também havia criticado o senador e indicado que pretendia manter sua própria candidatura em um eventual segundo turno. Assim, a nova declaração mantém uma posição que já vinha sendo apresentada publicamente durante a campanha.
O que a declaração de Renan representa na campanha
A fala ocorre enquanto os candidatos à Presidência intensificam suas estratégias de comunicação e começam a discutir possíveis cenários para a segunda etapa da eleição. Ao rejeitar antecipadamente um eventual apoio a Flávio, Renan deixa registrada uma posição sobre uma possível composição entre as duas candidaturas. Essa posição, contudo, refere-se a um cenário eventual e não altera a disputa do primeiro turno.
O episódio também evidencia as divergências existentes entre candidatos que disputam espaço no eleitorado de direita. Embora Renan e Flávio estejam inseridos nesse campo político, o candidato do Missão tem utilizado críticas ao senador para diferenciar sua campanha e rejeitar uma aproximação com o grupo bolsonarista. As declarações públicas dos dois lados fazem parte da disputa eleitoral em curso.
As acusações feitas por Renan contra Flávio, especialmente as relacionadas a possíveis vínculos com investigados, devem ser tratadas como declarações do candidato e não como comprovação de responsabilidade criminal. Eventuais responsabilidades dependem de investigações, provas e decisões das autoridades competentes. O Estado de Minas registrou que Renan utilizou as imagens do safári para justificar sua decisão de rejeitar qualquer aproximação política com Flávio.
Renan mantém candidatura independente
Ao final da entrevista, Renan reforçou que pretende continuar defendendo sua própria candidatura e afirmou que não apoiará Flávio em um eventual segundo turno. O candidato também declarou que pretende mobilizar apoiadores em torno de sua campanha e apresentou essa estratégia como uma alternativa aos dois principais grupos políticos mencionados em sua fala. A manifestação reforça a posição que ele já havia apresentado em entrevistas anteriores.
A declaração acrescenta mais um episódio às divergências públicas entre Renan Santos e Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2026. Enquanto Renan mantém sua rejeição a uma eventual aliança com o candidato do PL, Flávio segue conduzindo sua própria campanha para o primeiro turno. O eventual cenário de segundo turno somente poderá ser definido após a votação da primeira etapa da eleição.





