Datafolha: Lula marca 42% no 1° turno; Flávio Bolsonaro tem 38%

Faltando apenas três dias para os brasileiros irem às urnas, a nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (1º), traz o panorama mais atualizado da disputa presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 38 pontos. A diferença de quatro pontos percentuais configura, dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, um empate técnico entre os dois principais candidatos, o que mantém a corrida em aberto até o momento em que o eleitorado comparece às seções eleitorais.
Ambos os candidatos apresentaram crescimento em relação à rodada anterior da pesquisa. Lula subiu dois pontos percentuais, consolidando a liderança numérica, embora sem distanciar-se de forma estatisticamente segura do adversário. Flávio Bolsonaro também avançou na mesma proporção, mostrando mobilização de sua base de apoio na reta final da campanha. O fato de os dois nomes terem crescido simultaneamente indica que o eleitorado está definindo suas escolhas e concentrando as intenções de voto nas chapas que lideram a disputa, reduzindo o espaço para oscilações nos últimos dias.
Os demais candidatos aparecem com índices abaixo de 5%, sem alteração capaz de mudar o quadro geral. O escritor Augusto Cury (Avante) registra 4%, queda de um ponto em relação à pesquisa anterior. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) segue com 3%, também recuando um ponto. Renan Santos (Missão) permanece com 3%, sem variação. Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) mantêm 1% cada, e o veterinário Wilson Grassi (Democrata) subiu um ponto, alcançando também 1%. Os candidatos Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Leonardo Avalanche (PRTB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram no levantamento.
Os índices de voto em branco, nulo ou nenhum permanecem estáveis em 5%, assim como os eleitores que ainda se declaram indecisos, que somam 2% do total ouvido. A estabilidade desses percentuais sugere que a grande maioria do eleitorado já tem definido seu voto, sendo pequeno o grupo que ainda busca informações para tomar a decisão. Nos dias que antecedem o pleito, a expectativa recai sobre a possibilidade de esses eleitores sem definição optarem por um dos dois candidatos que lideram, o que pode redefinir a configuração final da disputa.
A pesquisa foi realizada entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, ouvindo 2.506 pessoas em todo o território nacional. Contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, encontra-se devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08039/2026, atendendo a todos os requisitos de transparência e metodologia exigidos pela Justiça Eleitoral. A margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, significa que a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro pode ser menor do que a apontada, ou até favorecer o segundo colocado, o que reforça a incerteza sobre o resultado final.
A proximidade entre os dois candidatos confirma o que levantamentos anteriores já vinham sinalizando: trata-se de uma das disputas mais acirradas das últimas eleições presidenciais no Brasil. Nenhum dos dois dispõe, no momento, de vantagem estatística suficiente para garantir vitória no primeiro turno, o que mantém viva a possibilidade de um segundo confronto em 29 de outubro. A dinâmica dos próximos dias — com debates, entrevistas e mobilização nas ruas — pode influenciar as escolhas daqueles que ainda refletem sobre o voto, tornando cada ação de campanha especialmente valiosa.
O eleitorado brasileiro chega à véspera da eleição diante de um cenário que convida à atenção e à participação consciente. As pesquisas são fotografias de um momento, não garantias de resultado. O que definirá o rumo do país será a presença de milhões de cidadãos nas urnas, cada um levando consigo suas convicções, suas preocupações e sua esperança. O domingo, portanto, pertence ao povo: é ele quem decidirá, com seu voto, qual caminho o Brasil seguirá nos próximos anos.





