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Ex-BBB Gizelly mostrou que o e-Título estava com falha e mostrou errado seu local de votação

A consulta ao local de votação pelo aplicativo e-Título gerou questionamentos nas redes sociais na véspera do segundo turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (25). Entre os relatos publicados estava o da ex-participante do Big Brother Brasil e advogada Gizelly Bicalho, que afirmou ter encontrado no aplicativo informações diferentes das que esperava após votar em São Paulo no primeiro turno. O caso levou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a se manifestar para esclarecer a situação cadastral da eleitora e negar que seu local de votação tivesse sido alterado irregularmente.

Em reportagem publicada no sábado (24), o portal Terra informou que Gizelly divulgou um vídeo no qual mostrava o e-Título indicando o município de Muniz Freire, no Espírito Santo, como seu local de votação. A influenciadora relatou que havia votado anteriormente na cidade de São Paulo e se surpreendeu ao consultar o aplicativo antes do segundo turno. A publicação também reuniu relatos de outros usuários que afirmaram ter encontrado divergências entre as informações exibidas no aplicativo e aquelas disponíveis nos serviços digitais da Justiça Eleitoral.

O TRE-SP afirmou que a alegação de mudança indevida no local de votação de Gizelly não era verdadeira e explicou que a transferência do título eleitoral do Espírito Santo para São Paulo havia sido realizada regularmente em 6 de maio de 2026. Após uma verificação feita pela 408ª Zona Eleitoral, responsável pela região do Jardim São Luís, na capital paulista, o tribunal confirmou que a eleitora continuava habilitada para votar em São Paulo. Posteriormente, informações divulgadas pelo Notícias da TV também registraram um posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que orientou os eleitores a manterem o aplicativo atualizado e consultarem a opção específica para verificar onde votar.

TRE-SP nega alteração irregular no cadastro eleitoral de Gizelly

A manifestação do TRE-SP foi divulgada depois que Gizelly apresentou nas redes sociais imagens que, segundo ela, mostravam seu antigo local de votação no Espírito Santo. A ex-BBB afirmou que havia utilizado normalmente o cadastro eleitoral em São Paulo durante o primeiro turno e que a informação encontrada na consulta seguinte causou preocupação às vésperas da nova votação. O tribunal, entretanto, esclareceu que os registros oficiais continuavam indicando a capital paulista como o município em que ela estava habilitada a votar.

De acordo com a explicação apresentada pelo órgão eleitoral, a transferência do título havia sido concluída em maio, e a situação cadastral foi conferida pela zona eleitoral responsável. A checagem confirmou que o local de votação de Gizelly permanecia mantido em São Paulo para o segundo turno, contrariando a interpretação de que uma mudança irregular teria sido feita pela Justiça Eleitoral. O esclarecimento diferenciou, portanto, a informação que aparecia na tela exibida pela influenciadora da situação registrada nos sistemas oficiais.

Em outra manifestação divulgada posteriormente, o TSE reforçou que a consulta deveria ser feita na aba “Onde votar” do e-Título e que o aplicativo precisava estar atualizado para apresentar corretamente as informações eleitorais. No decorrer do sábado, Gizelly também publicou uma atualização indicando que os dados exibidos no aplicativo haviam mudado e voltado a mostrar São Paulo como local de votação. A sequência de acontecimentos acrescentou um novo elemento ao caso, pois indicou que a divergência apresentada inicialmente não correspondia a uma alteração confirmada no cadastro eleitoral.

Eleitores também relatam divergências nas informações do e-Título

Além do episódio envolvendo Gizelly, usuários das redes sociais publicaram mensagens relatando diferenças entre os dados encontrados no aplicativo e aqueles consultados nos serviços digitais da Justiça Eleitoral. Um eleitor escreveu na plataforma X que havia utilizado o e-Título no primeiro turno sem dificuldades, mas que, ao realizar uma nova consulta, encontrou informações associadas ao título de 2024. Segundo o relato, a consulta realizada no site do TSE apresentava os dados de 2026 e o local em que ele havia votado anteriormente.

As mensagens compartilhadas nas redes sociais levantaram dúvidas sobre a atualização das informações disponibilizadas aos eleitores antes do segundo turno. No entanto, os relatos individuais não comprovavam, por si só, que os locais de votação tivessem sido alterados de maneira irregular ou que todos os usuários estivessem enfrentando o mesmo problema. Até a publicação da reportagem do Terra, o portal informou que havia solicitado um posicionamento do TSE sobre as divergências relatadas, mas ainda não havia recebido uma resposta específica sobre os demais casos.

A Justiça Eleitoral orienta que os eleitores verifiquem o endereço da seção antes de sair de casa, utilizando os canais oficiais de consulta. No aplicativo e-Título, a aba “Onde votar” permite conferir o local registrado, enquanto o serviço de Autoatendimento Eleitoral no site do TSE também disponibiliza a informação. Em São Paulo, o TRE-SP mantém ainda canais de atendimento para esclarecer dúvidas, incluindo a Central de Atendimento pelo telefone 148.

Como consultar o local de votação antes de ir às urnas

A recomendação de conferir o endereço com antecedência é especialmente importante porque mudanças de local podem ocorrer em situações excepcionais, como reformas, problemas estruturais, interdições ou condições que comprometam a segurança dos eleitores. Segundo as orientações do TRE-SP divulgadas antes do segundo turno, a regra geral é que o local utilizado no primeiro turno permaneça o mesmo na votação seguinte, embora possam existir alterações justificadas. Por isso, a consulta individual aos canais oficiais é a maneira indicada para confirmar o endereço correto.

Caso as informações apresentadas no aplicativo pareçam desatualizadas ou diferentes das disponíveis em outros canais, o eleitor pode consultar o serviço oficial pela internet e conferir os dados na opção “Onde votar”. Também é recomendável manter o e-Título atualizado e observar eventuais comunicados da Justiça Eleitoral, evitando concluir que houve uma alteração irregular apenas com base em uma tela antiga ou divergente. Em situações que continuem sem esclarecimento, os canais de atendimento dos tribunais eleitorais podem orientar sobre o cadastro e o local correspondente.

O episódio envolvendo Gizelly Bicalho ganhou repercussão por ter ocorrido na véspera do segundo turno presidencial, quando eleitores se preparavam para comparecer às urnas em diferentes regiões do país. Embora a influenciadora tenha mostrado inicialmente o município de Muniz Freire, no Espírito Santo, o TRE-SP confirmou que seu cadastro permanecia vinculado a São Paulo, e o TSE orientou a consulta pela aba específica do aplicativo. A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores confirmem o endereço nos canais oficiais antes de se deslocarem para votar neste domingo (25).

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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