Ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, explicou que o marido precisa do auxílio da família

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro se torna uma “ameaça para si” quando não conta com alguém da família ao seu lado. A declaração foi feita em 7 de outubro, durante um encontro do PL com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, parlamentares e governadores eleitos no primeiro turno. Segundo Michelle, o marido deixa de tomar medicamentos, de se alimentar e de realizar atividades quando não recebe acompanhamento.
Michelle explicou que precisou reduzir sua agenda durante a campanha eleitoral para conseguir conciliar as atividades políticas com os cuidados dedicados ao marido. De acordo com o relato apresentado por ela, sua prioridade passou a ser preservar a integridade física de Bolsonaro e garantir que ele permanecesse sob os cuidados da família. A declaração foi feita enquanto a ex-primeira-dama também participava da mobilização do PL para o segundo turno.
A fala colocou a situação de Jair Bolsonaro no centro de um encontro que tinha como objetivo principal tratar da campanha de Flávio Bolsonaro. Michelle também comentou sobre a dificuldade do ex-presidente em permanecer afastado das atividades políticas e disse que o contato com apoiadores funciona como uma fonte de ânimo para ele. O relato ajuda a explicar por que, segundo ela, a rotina familiar precisou ser adaptada durante o período eleitoral.
Michelle relata rotina de cuidados com Bolsonaro
Durante o discurso, Michelle afirmou que Jair Bolsonaro precisa de acompanhamento familiar para manter uma rotina de cuidados. Ela declarou que, quando não há alguém próximo, ele deixa de tomar os medicamentos, não se alimenta e também não realiza as atividades que deveria cumprir. A ex-primeira-dama apresentou essas informações ao explicar aos integrantes do partido por que reduziu sua própria participação na campanha.
Michelle também afirmou que sua principal preocupação é manter o marido bem e preservar sua integridade física. Segundo ela, essa tarefa exigiu que parte de sua agenda política fosse reduzida para que pudesse permanecer mais próxima do ex-presidente. A declaração foi apresentada no encontro como uma explicação sobre a forma como ela dividiu seu tempo durante a campanha eleitoral.
Ao falar sobre o comportamento de Bolsonaro, Michelle afirmou que ele tem dificuldade em permanecer afastado da vida política. Ela descreveu o marido como um homem que foi “tirado da tomada” e comparou seu desejo de voltar às ruas à imagem de um “siri na lata”. Segundo a ex-primeira-dama, o contato com apoiadores tem um papel importante para manter o ânimo do ex-presidente.
Michelle participa da campanha de Flávio
A declaração de Michelle ocorreu durante uma reunião voltada à campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. Na ocasião, a ex-primeira-dama pediu que os integrantes do PL mantivessem a mobilização durante os menos de 21 dias restantes até a votação. Ela também afirmou que as mulheres estavam organizadas para participar das atividades eleitorais em diferentes Estados.
Michelle destacou ainda a necessidade de manter a unidade demonstrada pelo partido durante o primeiro turno. Em seu discurso, ela mencionou o desempenho do PL nas eleições para o Senado e para a Câmara dos Deputados e pediu que os integrantes da legenda continuassem atuando na campanha presidencial. A mobilização partidária passou a ser direcionada para a disputa entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao final da fala, Michelle pediu aos presentes que trabalhassem pela “libertação” de Jair Bolsonaro e afirmou que o PL Mulher participaria da mobilização nos Estados. A declaração relacionou diretamente a atuação política do grupo à situação do ex-presidente, que permanece sob medidas judiciais. Assim, o discurso combinou referências à rotina familiar de Bolsonaro com pedidos de atuação eleitoral em favor de Flávio.
Situação de Jair Bolsonaro é citada no segundo turno
A participação de Michelle ocorre enquanto a família Bolsonaro concentra esforços na campanha presidencial de Flávio. O encontro do PL reuniu o candidato, parlamentares e governadores eleitos no primeiro turno, em uma demonstração de mobilização da legenda para a etapa final da eleição. Nesse contexto, os relatos de Michelle sobre a rotina do ex-presidente foram apresentados juntamente com pedidos de engajamento na campanha.
A ex-primeira-dama também foi eleita senadora pelo Distrito Federal no primeiro turno, com 938.496 votos, equivalentes a 29,05% dos votos válidos. Mesmo com o resultado eleitoral, Michelle afirmou que precisou conciliar sua nova atuação política com os cuidados dedicados ao marido. O episódio mostra como a situação de Jair Bolsonaro continua sendo mencionada pela família durante a campanha de Flávio no segundo turno.





