Flávio Bolsonaro ganhou o apoio da União Progressista e vantagem do senador aumenta ainda mais

Integrantes do alto escalão do Centrão passaram a considerar certa a vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, segundo apuração do Metrópoles. A avaliação ocorre depois de o candidato do PL terminar o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva obteve 45,16%. Apesar da percepção manifestada por essas lideranças, a eleição ainda será decidida pelos eleitores no segundo turno marcado para 25 de outubro.
O movimento ganhou força com a decisão da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, de declarar apoio a Flávio. As duas siglas haviam mantido neutralidade no primeiro turno, mas mudaram de posição depois do resultado das urnas. A decisão foi anunciada na terça-feira, 6 de outubro, após reunião das bancadas das duas legendas em Brasília.
A mudança representa uma nova configuração para a disputa presidencial e amplia o conjunto de forças partidárias que passou a se posicionar em favor do candidato do PL. Segundo o Metrópoles, integrantes da cúpula do Centrão passaram a considerar o resultado favorável a Flávio como certo. Essa avaliação, porém, corresponde à percepção política dessas lideranças e não representa uma definição antecipada do resultado eleitoral.
Centrão amplia apoio a Flávio Bolsonaro
A Federação União Progressista decidiu fechar questão em torno do apoio a Flávio Bolsonaro, estabelecendo uma orientação para os integrantes das duas siglas. A senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado, confirmou a decisão depois da reunião realizada em Brasília. Segundo ela, integrantes que decidirem apoiar Lula poderão sofrer punições partidárias.
No primeiro turno, União Brasil e PP haviam escolhido não apoiar oficialmente nenhum dos candidatos à Presidência. A estratégia permitia que os diretórios estaduais mantivessem alianças próprias e preservava espaço para uma definição após a identificação dos dois nomes classificados para a segunda etapa. Com a oficialização do apoio a Flávio, a federação passou a atuar formalmente na campanha do candidato do PL.
A decisão também gerou uma situação específica envolvendo André Fufuca, recém-eleito senador pelo Maranhão pelo Progressistas. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que havia procurado o político e que ele sinalizara apoio pessoal a Lula, embora a direção nacional da federação tenha fechado questão em torno de Flávio. O episódio mostra que a orientação partidária não eliminou manifestações individuais diferentes dentro das próprias legendas.
Apoios partidários entram no centro da disputa
A campanha de Flávio Bolsonaro também passou a buscar novas adesões entre partidos do centro e da centro-direita. O coordenador-geral da campanha, senador Rogério Marinho, procurou dirigentes de outras legendas, incluindo o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. O partido ainda discutia sua posição nacional nesta quarta-feira, 7 de outubro.
Além do União Brasil e do PP, Flávio recebeu declarações de apoio de Romeu Zema e Ronaldo Caiado, que ficaram fora do segundo turno. Zema anunciou seu posicionamento na segunda-feira, 5 de outubro, enquanto Caiado declarou apoio ao candidato do PL durante um evento em Goiânia na terça-feira. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também participou do encontro realizado na capital de Goiás.
O Novo também estava previsto para formalizar seu apoio a Flávio nesta quarta-feira, após uma reunião com parlamentares atuais e eleitos da legenda. Ao mesmo tempo, a campanha continuava negociando com outras siglas para ampliar sua rede de alianças antes da votação de 25 de outubro. Essas articulações passaram a ocorrer poucos dias depois da definição do segundo turno e devem continuar durante a campanha.
Apoio do Centrão terá reflexos no Congresso
A aproximação com o Centrão não envolve apenas a disputa presidencial, mas também a composição política que poderá existir no Congresso a partir de 2027. União Brasil e PP possuem bancadas relevantes e integram uma federação partidária com presença em diferentes Estados. Por isso, o apoio anunciado para o segundo turno também é acompanhado pelas negociações relacionadas à formação de uma eventual base parlamentar.
A reportagem do Metrópoles aponta que integrantes do Centrão passaram a considerar também os possíveis cenários de governabilidade e a composição do próximo governo. O Congresso eleito em 2026 terá forte presença de partidos de direita, enquanto o PL ampliou sua representação parlamentar. Nesse contexto, as alianças construídas durante o segundo turno podem continuar sendo discutidas depois da eleição, dependendo do resultado das urnas.
A disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula seguirá até a votação de 25 de outubro, quando os eleitores escolherão o próximo presidente da República. Até lá, novas adesões partidárias, manifestações de lideranças e estratégias de campanha ainda poderão ser anunciadas pelas duas candidaturas. A avaliação de vitória feita por integrantes do Centrão, portanto, deve ser entendida como uma posição dessas lideranças, e não como uma antecipação oficial do resultado eleitoral.





