Flávio Dino omite dados do Datafolha para defender Alexandre de Moraes

Os levantamentos mais recentes divulgados na reta final da campanha presidencial mostram um cenário de forte competição entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Quatro instituições de pesquisa apresentaram resultados entre os dias 10 e 15 de setembro, com tendências semelhantes: Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno, mas a disputa se aproxima muito quando se simula a etapa decisiva. O quadro confirma que a corrida ao Palácio do Planalto segue em aberto, com margens que se alteram conforme a metodologia e o período de aplicação.
O levantamento AtlasIntel/Bloomberg, feito entre 4 e 9 de setembro com 5.000 eleitores, registrou Lula com 43% e Flávio com 37,4% na primeira etapa. Os demais candidatos somaram cerca de 18%, com destaque para Augusto Cury (Avante), que obteve 6,6%, e Renan Santos (Missão), com 6,5%. Na projeção de segundo turno, os números se invertem em termos de proximidade: Flávio aparece com 46,4% e Lula com 46,2%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de um ponto percentual. A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-01452/2026.
A pesquisa Quaest, divulgada no dia 14, ouviu 2.004 pessoas presencialmente e apontou Lula com 36% e Flávio com 31% no primeiro turno. Augusto Cury apareceu com 7%, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado (PSD) registraram 4% cada. Os demais nomes não ultrapassaram 1%. Brancos, nulos e eleitores que disseram não votar somaram 7%, e os indecisos chegaram a 10%. No segundo turno, a diferença diminui: Flávio tem 42% e Lula, 40%, também em empate técnico, com margem de erro de dois pontos. O levantamento foi contratado pela Globo e registrado como BR-03607/2026.
O instituto BTG/Nexus, também do dia 14, entrevistou 2.003 eleitores por telefone e encontrou Lula com 42% e Flávio com 37% no primeiro turno. Cury registrou 6%, Caiado 5% e os demais candidatos percentuais menores. Brancos, nulos e abstenções somaram 4%, e os indecisos ficaram em 2%. Na simulação de segundo turno, Lula aparece com 47% e Flávio com 46%, mantendo a disputa equilibrada dentro da margem de erro de dois pontos. O registro no TSE é BR-04076/2026. Já a pesquisa CNT/MDA, do dia 15, mostrou Lula com 40,6% e Flávio com 30,4% no primeiro turno; no segundo, Lula chegou a 47,3% e Flávio a 40%, com 10,2% de brancos e nulos.
A convergência entre os levantamentos indica um padrão: a vantagem de Lula diminui ou desaparece quando a disputa fica restrita aos dois principais nomes. A diferença entre os institutos também chama atenção — variações na amostragem, no período de coleta e na forma de abordagem podem influenciar os percentuais. A candidatura de Pablo Marçal, que apareceu em alguns levantamentos, foi indeferida e substituída, o que também pode alterar o cenário em medições futuras. A movimentação dos eleitores que apoiam candidatos de terceira via será decisiva para o desfecho.
Com a eleição cada vez mais próxima, as pesquisas funcionam como um termômetro, mas não como resultado definitivo. A margem de erro, o percentual de indecisos e a definição de votos úteis nas semanas que antecedem a votação são fatores que podem reconfigurar o quadro. O que se observa até aqui é que nenhum dos dois candidatos conseguiu abrir vantagem incontestável na etapa final. O país acompanha com atenção, ciente de que a decisão será tomada nas urnas, e que qualquer movimento nas próximas semanas pode ser determinante para o rumo do Brasil.





