Flávio diz que, se eleito, criará fundo para pagar parte da dívida pública

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou nesta quarta-feira, 23, durante transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, a proposta de criação de um fundo destinado a quitar parcela da dívida pública e aliviar o endividamento de famílias brasileiras. Batizado de “SOS Brasil”, o mecanismo deverá mobilizar receitas oriundas de diferentes fontes, conforme explicou o presidenciável, que destacou ainda a expectativa de melhora na confiança econômica caso seja eleito.
“Vamos buscar receitas novas, seja de petróleo, de securitização ou de imóveis”, resumiu Flávio, sem detalhar valores exatos, percentuais ou regras específicas de operação. Ele informou que sua equipe técnica já trabalha no desenho das medidas e que os recursos serão divididos em duas frentes: uma voltada ao equilíbrio das contas do governo e outra direcionada diretamente à população. “Parte do dinheiro vai servir para reduzir drasticamente os juros de quem está devendo, para que as pessoas consigam se organizar e pagar”, detalhou.
A live contou com a presença de nomes de destaque da política paulista, entre eles o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), além dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). A participação reforça a articulação da campanha em um dos maiores colégios eleitorais do país, onde a agenda econômica costuma ser um dos temas mais acompanhados pelo eleitorado.
Flávio voltou a defender a tese de que sua vitória nas urnas traria impacto imediato à taxa de juros, impulsionada pela confiança do mercado financeiro. “O reconhecimento externo e a estabilidade que nosso modelo oferece fazem com que investidores reajam rapidamente”, afirmou. A afirmação repete discurso já apresentado em eventos anteriores, embora não tenham sido apresentados estudos ou projeções técnicas que comprovem a relação direta entre resultado eleitoral e queda imediata dos indicadores.
Especialistas lembram que a taxa de juros é definida por fatores que vão além da preferência eleitoral, como metas de inflação, política monetária, cenário internacional e ajustes fiscais de médio prazo. A securitização de ativos e a venda de imóveis públicos são instrumentos já utilizados em diferentes governos, mas exigem planejamento cuidadoso para não comprometer receitas futuras nem o patrimônio da União. A ausência de detalhes sobre o volume de recursos, a destinação exata e a sustentabilidade do fundo deve ser esclarecida à medida que a campanha avança.
A proposta chega em um momento em que o endividamento das famílias e o controle da dívida pública estão entre as principais preocupações dos brasileiros. É natural que soluções sejam apresentadas e debatidas com clareza. O eleitor busca, acima de tudo, propostas viáveis, com fonte de recursos identificada e impacto mensurável. Que nos próximos dias o detalhamento das medidas seja compartilhado, permitindo que cada cidadão avalie com tranquilidade o que cada plano pode trazer para o seu bolso e para o futuro do país.





