Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, foi xingado pelos apoiadores de Flávio

Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, deixou o local de votação em Moema, na Zona Sul da capital paulista, em meio a gritos de “Lula, ladrão”, segundo o relato sobre o episódio. A saída do petista ocorreu neste domingo, durante o primeiro turno das eleições de 2026, quando eleitores acompanhavam a movimentação nas proximidades da seção eleitoral. O episódio ocorreu em uma região da cidade que recebeu diferentes atividades de campanha ao longo da disputa estadual e presidencial.
De acordo com o relato, apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, aguardavam a saída de Haddad e passaram a hostilizar o grupo ligado ao candidato petista. Os gritos dirigidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorreram enquanto Haddad deixava o endereço onde havia votado. A situação acabou atraindo a atenção de outras pessoas que estavam nas proximidades do local de votação.
O episódio também foi marcado por bate-boca entre eleitores que estavam na área, em meio à divisão política característica da campanha eleitoral deste ano. A troca de provocações ocorreu do lado de fora do local de votação, enquanto os eleitores se concentravam para acompanhar a movimentação dos candidatos e de seus apoiadores. Registros de manifestações políticas semelhantes haviam ocorrido durante os atos da reta final da campanha em São Paulo, inclusive com apoiadores de Flávio entoando críticas a Lula.
Haddad vota em Moema durante primeiro turno
A votação de Fernando Haddad ocorreu em Moema, bairro localizado na Zona Sul de São Paulo, onde o candidato do PT ao governo estadual cumpriu sua participação no primeiro turno. O local escolhido para a votação recebeu a movimentação de eleitores e pessoas interessadas em acompanhar a presença do candidato. A saída de Haddad, posteriormente, foi acompanhada pelas manifestações relatadas do lado de fora.
Haddad chegou ao dia da votação após participar, no sábado, do último ato de campanha do presidente Lula em São Paulo antes do primeiro turno. Na ocasião, o candidato ao governo paulista esteve ao lado de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin, de Marina Silva e de Simone Tebet durante uma caminhada pela capital. O evento fez parte da programação final da campanha presidencial e reuniu integrantes e apoiadores do grupo político petista.
Durante a atividade de sábado, Lula e seus aliados percorreram a região central de São Paulo, enquanto Haddad participou das manifestações políticas realizadas ao longo do trajeto. Paralelamente, Flávio Bolsonaro encerrou sua campanha no estado com uma motociata na região de Campinas, acompanhado pelo governador Tarcísio de Freitas e outros aliados. Na concentração desse evento, apoiadores do senador também entoaram a frase “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”, mostrando que manifestações contra o presidente estiveram presentes nos atos da reta final da campanha.
Confronto verbal entre eleitores
O bate-boca registrado na saída do local de votação ocorreu em um ambiente de forte disputa política entre grupos de eleitores. Segundo o relato, os apoiadores de Flávio Bolsonaro aguardaram a saída de Haddad e direcionaram os gritos contra Lula, enquanto outras pessoas presentes reagiram às manifestações. O episódio terminou em uma troca de provocações verbais entre eleitores, sem que o relato apresentado indique confronto físico.
A presença de grupos políticos distintos em locais de votação e em atos de campanha tornou-se um dos aspectos visíveis da disputa eleitoral de 2026. Na véspera da votação, por exemplo, a passagem do ato de Lula e Haddad pela Rua Augusta foi acompanhada por manifestações favoráveis e contrárias ao presidente, incluindo um cartaz com a expressão “Lula ladrão” exibido em um prédio. A militância petista respondeu ao cartaz com uma manifestação de sentido contrário, em mais um episódio de confronto verbal entre grupos políticos.
O cenário de polarização também apareceu nos eventos realizados pelos principais candidatos à Presidência durante o encerramento da campanha. Enquanto Lula participou de caminhada com aliados na capital paulista, Flávio Bolsonaro esteve em uma motociata no interior do estado, com apoiadores utilizando bandeiras e símbolos nacionais. As manifestações registradas nos dois eventos evidenciaram a presença de grupos de apoio e de oposição aos candidatos nas ruas durante as últimas horas antes da votação.
Moema e a votação de Haddad
Moema, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo, foi o local escolhido por Haddad para exercer o voto neste primeiro turno. A região faz parte da capital paulista e concentra eleitores que participaram da escolha para os cargos estaduais e federais em disputa. A movimentação em torno da votação acabou ganhando repercussão em razão das manifestações ocorridas após a saída do candidato.
O episódio envolvendo Haddad ocorreu no mesmo dia em que milhões de eleitores paulistas foram às urnas para escolher presidente, governador, deputados e senadores. Em São Paulo, a eleição estadual colocou Haddad na disputa pelo governo, enquanto a corrida presidencial também provocou intensa mobilização entre grupos de apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro. O ambiente registrado em Moema, portanto, ocorreu dentro de uma eleição marcada por atos públicos e manifestações de grupos adversários.
A saída de Haddad sob gritos dirigidos contra Lula acrescentou um novo episódio à movimentação eleitoral registrada na capital paulista durante o fim de semana. O bate-boca entre eleitores também demonstrou como as manifestações políticas ultrapassaram os eventos oficiais de campanha e chegaram às áreas próximas aos locais de votação. No caso de Moema, a presença de apoiadores adversários contribuiu para uma saída marcada por provocações e manifestações verbais.





