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Lula admitiu que houve uma série de falhas em sua campanha o 1º turno, por isso está analisando possíveis mudanças

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu que a campanha realizada no primeiro turno das eleições de 2026 ficou abaixo do que ele esperava e reconheceu problemas na coordenação das atividades. A avaliação foi apresentada durante uma reunião com parlamentares aliados em Brasília, depois de o petista terminar a primeira etapa da disputa atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Lula classificou a campanha como a menos organizada entre todas as eleições presidenciais que disputou desde 1989.

A declaração ocorreu no momento em que a campanha petista passou a discutir mudanças para os 18 dias que antecedem a votação do segundo turno. Segundo o Estado de Minas, a área de comunicação e propaganda eleitoral está entre os setores que concentram as principais avaliações, enquanto novas estratégias são discutidas pela equipe do presidente. A intenção é reorganizar a atuação eleitoral depois do resultado do primeiro turno.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual, e os dois candidatos avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Diante desse cenário, Lula passou a cobrar alterações na campanha e a discutir formas de ampliar a comunicação com os eleitores.

Lula reconhece falhas na campanha

Durante o encontro com aliados, Lula afirmou que esperava terminar o primeiro turno em uma posição diferente e disse ter estranhado não estar à frente de Flávio Bolsonaro. O presidente também afirmou que a campanha poderia ter aproveitado melhor o trabalho realizado pelo governo e reconheceu que uma parcela da população não compreendeu aquilo que sua gestão considera como realizações. A avaliação foi acompanhada de uma cobrança por mudanças na condução da disputa.

O presidente também relatou aos aliados que comunicou ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, sua avaliação sobre a organização da campanha. Segundo Lula, a condução da disputa ficou aquém das possibilidades da candidatura e poderia ter sido melhor estruturada. A crítica pública colocou a organização da campanha no centro das discussões internas para o segundo turno.

Enquanto isso, a coordenação eleitoral passou a avaliar como ampliar a participação de diferentes integrantes na tomada de decisões. O Estado de Minas informou que nomes como os ex-ministros Camilo Santana e Rui Costa passaram a ter participação mais ativa no comitê, enquanto também foi considerada uma atuação maior do ministro José Guimarães na busca por apoios de partidos de centro. As mudanças ocorreram em meio às críticas internas sobre a condução da primeira etapa da eleição.

Campanha de Lula avalia mudanças na comunicação

A comunicação passou a ser uma das áreas prioritárias nas discussões sobre a nova estratégia eleitoral. Lula se reuniu com o secretário de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e com o marqueteiro Raul Rabelo para tratar do planejamento estratégico e do formato dos programas que serão exibidos no rádio e na televisão. Também passou a ser avaliada a participação de João Santana, marqueteiro que trabalhou em campanhas presidenciais anteriores do PT.

Outra frente considerada pela campanha é a ampliação da presença de Lula nas redes sociais. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, defendeu maior participação do presidente, dos parlamentares e dos dirigentes partidários no ambiente digital, com mensagens direcionadas aos projetos e ao histórico dos candidatos. A estratégia também passou a receber reforço de parlamentares eleitos que possuem forte atuação nas plataformas digitais.

Lula também gravou um vídeo em formato mais espontâneo ao lado da deputada federal eleita Ana Elisa, que teve forte votação em Minas Gerais e ganhou projeção nas redes sociais. Na gravação, o presidente defendeu mais atividades e maior presença digital durante a campanha do segundo turno. A iniciativa demonstra a tentativa de modificar a forma de comunicação utilizada na primeira etapa da eleição.

Segundo turno coloca campanhas diante de nova estratégia

A necessidade de reorganização ocorre depois de Flávio Bolsonaro ter terminado o primeiro turno à frente de Lula, o que levou a campanha petista a revisar parte de sua estratégia eleitoral. O segundo turno oferece um novo período de campanha, no qual os dois candidatos poderão apresentar suas propostas diretamente ao eleitorado e buscar os votos que não foram destinados a eles na primeira etapa. A votação está marcada para 25 de outubro.

Nesse contexto, Lula passou a admitir publicamente problemas na condução da própria campanha, enquanto seus aliados discutem mudanças na comunicação, na organização interna e na presença digital. As alterações estão sendo analisadas em um período curto, já que faltam poucos dias para a votação definitiva. O resultado do primeiro turno, portanto, provocou uma revisão da estratégia petista para a etapa final da eleição.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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