Lula busca ampliar votos no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro mobiliza apoiadores no RJ

O primeiro sábado de campanha do segundo turno movimentou as agendas dos dois candidatos à Presidência da República. Enquanto um esteve no Nordeste buscando ampliar apoios regionais, o outro percorreu municípios do Rio de Janeiro, fortalecendo bases locais e apresentando compromissos de governo. O eleitorado já sente o ritmo mais intenso da disputa, que segue até o dia 25 de outubro.
Lula em Natal: diálogo com o Nordeste e novas promessas sociais
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), escolheu Natal como destino de sua primeira viagem oficial de campanha neste segundo turno. Ao chegar à capital potiguar, foi recebido por governadores eleitos da região, pelos coordenadores de sua campanha — Rui Costa e Rafael Fonteles — e por Cadu, candidato ao governo do Rio Grande do Norte, único estado do Nordeste que ainda terá disputa complementar no dia da eleição presidencial.
Durante seu pronunciamento, Lula destacou a importância de manter a clareza no debate público. “O mais importante, gente, é que nós precisamos tentar evitar a prevalência da mentira”, afirmou, em tom de alerta aos eleitores presentes. Ele também citou pontos concretos de sua gestão e de um possível novo mandato: mencionou a redução observada nos preços dos combustíveis, reforçou seu apoio à aprovação do fim da escala de trabalho 6 por 1 e anunciou uma nova ampliação no programa Farmácia Popular, com a inclusão de exames laboratoriais entre os benefícios oferecidos à população. À tarde, retornou a Brasília, onde cumpriu agenda de gravações de conteúdo para a campanha.
Flávio Bolsonaro no Rio: faixa presidencial e pautas de segurança
No Sudeste, Flávio Bolsonaro (PL) percorreu as ruas de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em carreata ao lado de apoiadores. Em discurso, ele fez uma declaração simbólica que chamou atenção: “Em 1º de janeiro, vou subir a rampa e receber a faixa das mãos do melhor presidente da história do Brasil: Jair Bolsonaro”, afirmou, referindo-se ao pai, que cumpre prisão domiciliar após condenação relacionada aos fatos de 8 de Janeiro. A condenação e seu cumprimento permanecem entre os temas mais debatidos da campanha, com recursos ainda em tramitação no Supremo Tribunal Federal.
O senador também comemorou a confirmação da eleição de Douglas Ruas (PL) para o governo do estado, reforçando a articulação política local. Entre suas propostas apresentadas no sábado, voltou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos e renovou o tom crítico ao adversário: “Vamos tirar o PT do poder no dia 25 de outubro”, disse aos apoiadores. Em outro encontro, reuniu-se com mulheres e apresentou uma medida voltada à proteção: a obrigatoriedade de uso de tornozeleira eletrônica para pessoas sob acusação ou condenação por crimes de violência contra a mulher, como forma de monitoramento e prevenção.
Agenda religiosa e próximos passos da campanha
No período da noite, Flávio Bolsonaro participou de um evento evangélico realizado no ginásio do Maracanãzinho, no Rio, reforçando sua aproximação com esse eleitorado. Para a semana que começa, sua equipe já definiu uma estratégia mais ampla: visitas a seis capitais brasileiras, com atos de rua em cada uma delas. O objetivo é manter mobilizados não apenas os eleitores dos estados onde a disputa está acirrada, mas também daqueles onde as eleições estaduais já se encerraram, buscando conquistar especialmente os eleitores que não compareceram ou não definiram seu voto no primeiro turno.
Com agendas distintas e pautas próprias, os dois candidatos iniciam a segunda etapa da corrida presidencial percorrendo o país e falando diretamente à população. Nos próximos dias, espera-se que ambos aprofundem seus planos de governo, detalhando como pretendem colocar em prática cada uma das promessas apresentadas. Que o eleitorado acompanhe com atenção, compareça aos debates e busque informações confiáveis, pois a escolha do dia 25 definirá os rumos do Brasil pelos próximos quatro anos.





