Pesquisa Real Time Big Data mostra como está a corrida para a Presidência em São Paulo

Uma nova pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de voto contra 45% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno no Estado de São Paulo. O levantamento ouviu 2.000 eleitores paulistas entre os dias 16 e 19 de setembro e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09702/2026 e teve nível de confiança de 95%.
No cenário pesquisado, outros 4% dos entrevistados não aparecem distribuídos entre os dois candidatos, correspondendo às opções de voto em branco, nulo ou às pessoas que não souberam responder, conforme a apresentação dos dados. O resultado mostra uma diferença de seis pontos percentuais entre Flávio e Lula na simulação de segundo turno realizada especificamente com o eleitorado paulista. Por se tratar de uma pesquisa estadual, os números retratam as intenções declaradas pelos eleitores de São Paulo e não representam o eleitorado brasileiro como um todo.
A mesma pesquisa também avaliou o primeiro turno e registrou 41% para Flávio Bolsonaro e 35% para Lula entre os eleitores de São Paulo. Dessa forma, os dois cenários apresentados pelo levantamento mostram diferenças de seis pontos percentuais entre os candidatos dentro do Estado. Os números foram coletados em entrevistas realizadas por telefone e por recrutamento digital, de acordo com a metodologia divulgada pelo instituto.
Pesquisa em São Paulo mostra cenário para o segundo turno
O levantamento divulgado nesta segunda-feira sucede uma pesquisa anterior do mesmo instituto realizada entre 9 e 12 de setembro. Naquele estudo, Flávio havia registrado 50% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 44% de Lula, também com margem de erro de dois pontos percentuais. Na comparação entre as duas rodadas, portanto, os percentuais dos dois candidatos oscilaram um ponto para cima, mantendo a diferença de seis pontos no cenário mais recente.
Outro levantamento do Real Time Big Data, realizado em agosto, havia apresentado 49% para Flávio e 44% para Lula em uma simulação de segundo turno no Estado. A sequência de pesquisas do mesmo instituto permite observar diferentes resultados registrados ao longo das semanas, embora cada levantamento tenha uma amostra e uma data específica. Por isso, os números devem ser considerados dentro do período em que cada pesquisa foi realizada.
A pesquisa mais recente também registrou diferenças nas taxas de rejeição dos dois nomes. Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula, enquanto 48% deram a mesma resposta em relação a Flávio Bolsonaro. Esses percentuais correspondem à pergunta específica sobre em quem o eleitor não votaria e não devem ser confundidos diretamente com as intenções de voto para o segundo turno.
Flávio e Lula aparecem em posições diferentes no primeiro turno
No primeiro turno, o levantamento registrou 41% para Flávio Bolsonaro e 35% para Lula entre os eleitores paulistas. A diferença também foi de seis pontos percentuais nesse cenário, que inclui outros candidatos e, portanto, possui dinâmica diferente daquela observada na simulação de segundo turno. O resultado mostra como a distribuição das intenções de voto entre os demais nomes pode alterar os percentuais quando a disputa passa a ser apresentada com apenas dois candidatos.
A pesquisa também apresentou dados sobre a avaliação do governo federal no Estado de São Paulo. Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados disseram desaprovar a administração Lula, enquanto 41% declararam aprovação. Na avaliação qualitativa, 39% classificaram o governo como ruim ou péssimo, 32% como regular e 28% como ótimo ou bom.
Os dados demográficos divulgados a partir do levantamento mostram diferenças entre grupos de eleitores paulistas. Entre os homens, Flávio aparece com 46% contra 29% de Lula, enquanto entre as mulheres o resultado registrado foi de 40% para Lula e 37% para Flávio. Também foram observadas diferenças por renda, idade e região do Estado, indicando que as intenções de voto variaram conforme o perfil dos entrevistados.
Pesquisa eleitoral registra cenário específico de São Paulo
São Paulo possui o maior eleitorado do país, o que faz com que pesquisas realizadas no Estado sejam acompanhadas durante a disputa presidencial. O levantamento atual, porém, foi elaborado exclusivamente com eleitores paulistas e não deve ser utilizado como substituto de uma pesquisa nacional. Além disso, a margem de erro de dois pontos percentuais precisa ser considerada na leitura dos resultados apresentados pelo instituto.
Outras pesquisas recentes mostram resultados diferentes conforme o instituto, a metodologia, o período de coleta e a população pesquisada. Em uma pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira, por exemplo, foram entrevistadas 2.006 pessoas em todo o país entre 18 e 20 de setembro, e o cenário nacional de segundo turno entre Lula e Flávio ficou dentro da margem de erro, com 46% e 45%, respectivamente. A diferença entre os levantamentos reforça que resultados estaduais e nacionais devem ser analisados separadamente e considerando suas respectivas metodologias.
A nova pesquisa Real Time Big Data, portanto, registrou 51% para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula em uma simulação de segundo turno entre eleitores de São Paulo. O levantamento também apontou 41% para Flávio e 35% para Lula no primeiro turno, além de diferenças nas taxas de rejeição e na avaliação do governo federal. Os dados representam as intenções declaradas pelos entrevistados entre 16 e 19 de setembro e estão sujeitos à margem de erro informada pelo instituto.
A pesquisa foi financiada com recursos próprios, teve custo informado de R$ 30 mil e foi registrada no TSE antes da divulgação. Como ocorre com levantamentos eleitorais, os resultados correspondem ao período de coleta e à amostra definida para a pesquisa, podendo apresentar alterações em levantamentos posteriores. A divulgação dos números acrescenta mais um retrato do cenário eleitoral paulista a pouco mais de um ano da eleição presidencial de 2026.





