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Presidente Lula quer aprovar a redução na jornada de trabalho antes da votação no segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cobrar o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, por seu posicionamento sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Em vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, Lula pediu que o adversário mobilize a bancada do PL no Congresso para apoiar a proposta que prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, sem redução salarial. Durante a gravação, o presidente afirmou: “Bota a sua bancada para votar, cara! Para de inventar lorota!”.

A cobrança ocorre durante a campanha para o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, e tem como foco uma proposta que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e depende de análise do Senado Federal. Lula tenta acelerar a tramitação da medida antes da votação, transformando o tema em um dos pontos de confronto entre as campanhas. O presidente argumenta que a mudança permitiria aos trabalhadores ter mais tempo de descanso sem perder parte da remuneração.

Na gravação, Lula questionou diretamente Flávio sobre como pretende orientar os parlamentares de seu partido quando a proposta for colocada em votação. “Flávio, ontem eu lhe cobrei. Vai ou não vai votar o fim da escala 6×1? Vamos ou não vamos garantir ao povo trabalhador ficar dois dias em casa e trabalhar cinco dias sem redução do salário?”, declarou o presidente. Em seguida, insistiu para que o senador deixe clara sua posição e que a bancada do PL participe da votação.

Lula pressiona adversário sobre jornada de trabalho

A nova manifestação ocorreu um dia depois de Lula já ter cobrado publicamente o posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre o projeto. O presidente quer que o senador não apenas declare sua posição individual, mas também oriente os integrantes do PL a votar favoravelmente à proposta. A estratégia coloca a jornada de trabalho no centro do debate eleitoral e exige que o adversário esclareça qual alternativa defende para os trabalhadores submetidos à escala 6×1.

Flávio Bolsonaro tem se posicionado contra a proposta de redução da jornada nos moldes defendidos pelo governo e argumenta que as condições de trabalho devem permitir maior liberdade de negociação entre empregados e empregadores. O senador também classificou a discussão como inoportuna e acusou Lula de utilizar o assunto com finalidade eleitoral. A diferença entre as posições dos dois candidatos tornou a escala 6×1 um dos temas debatidos durante a primeira semana do segundo turno.

Lula, por sua vez, contesta a ideia de deixar a mudança da jornada principalmente para negociações individuais entre trabalhadores e patrões. Na avaliação apresentada pelo presidente, esse modelo pode colocar os empregados em uma posição desfavorável diante das empresas, especialmente quando há diferenças de poder de negociação. Por isso, ele defende uma alteração na legislação que estabeleça uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.

Proposta já passou pela Câmara e aguarda o Senado

O texto relacionado ao fim da escala 6×1 já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e precisava avançar no Senado para continuar sua tramitação. Lula declarou que deseja ver a proposta votada antes do segundo turno, o que aumentaria a importância do tema na reta final da campanha. A possibilidade de aprovação, porém, depende dos procedimentos legislativos e da posição dos senadores responsáveis pela análise da matéria.

A escala 6×1 é um modelo de organização do trabalho em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. A mudança defendida por Lula prevê uma semana com cinco dias de trabalho e dois dias de folga, preservando o salário, conforme explicou o presidente em suas publicações. A proposta tem impacto potencial sobre a organização das jornadas em diferentes setores da economia, embora sua implementação dependa do texto legal aprovado e das regras aplicáveis a cada atividade.

A discussão envolve também a forma como a redução da jornada seria aplicada às empresas e aos trabalhadores. Enquanto Lula defende uma mudança estabelecida por lei, Flávio sustenta que a negociação entre empregados e empregadores deve ter maior espaço na definição das condições de trabalho. O confronto entre essas posições passou a fazer parte da campanha presidencial, com o presidente cobrando uma manifestação explícita do senador e da bancada do PL no Congresso.

Escala 6×1 ganha espaço na disputa presidencial

A insistência de Lula na votação da proposta demonstra que o governo pretende manter a jornada de trabalho entre os assuntos centrais do debate eleitoral. Ao cobrar Flávio diretamente, o presidente associa a discussão legislativa à escolha que os eleitores farão no segundo turno. O senador, por sua vez, precisa lidar com as críticas do adversário e com as diferenças entre a proposta defendida pelo governo e sua posição favorável à negociação das condições de trabalho.

A disputa também ocorre em um momento em que os candidatos procuram apresentar suas prioridades para o país e responder às declarações da campanha adversária. Lula utiliza a defesa de dois dias de descanso por semana como argumento para cobrar apoio à mudança na legislação, enquanto Flávio questiona o modelo proposto e defende maior liberdade de negociação. A tramitação no Senado e os posicionamentos dos partidos devem determinar os próximos passos da discussão legislativa.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro de 2026, a escala 6×1 permanece como um dos temas em destaque na troca de críticas entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente voltou a exigir que o senador mobilize sua bancada para votar a proposta e utilizou a expressão “para de inventar lorota” para contestar as justificativas apresentadas pelo adversário. A votação no Senado, caso avance, será acompanhada de perto pelas campanhas e pelos trabalhadores interessados nas possíveis mudanças na jornada semanal.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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