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Boletim sobre Jair Bolsonaro informou que ele continua clinicamente estável, mas precisará de cuidados especiais

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece clinicamente estável, mas continua apresentando problemas de equilíbrio e sonolência durante o dia, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira, 23 de outubro. De acordo com os médicos que acompanham o político, os sintomas estão relacionados a efeitos colaterais de medicamentos que atuam no sistema nervoso central. Bolsonaro segue em acompanhamento médico domiciliar e mantém cuidados para reduzir o risco de quedas e de refluxo gastroesofágico.

O documento foi assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado e informou que Bolsonaro passou a última semana sem apresentar queixas ou sintomas relevantes. Apesar disso, o relatório destacou a permanência dos efeitos secundários das medicações, principalmente a instabilidade crônica do equilíbrio corporal e a sonolência diurna. O quadro cardiovascular e respiratório permaneceu estável durante o período analisado.

A equipe médica também manteve a prescrição dos medicamentos de uso contínuo e recomendou a continuidade das atividades físicas. Entre as orientações estão exercícios voltados ao fortalecimento muscular, além de medidas preventivas para evitar quedas. Bolsonaro segue uma dieta com baixo teor de acidez e sal como parte dos cuidados adotados durante o tratamento.

Medicamentos continuam associados a desequilíbrio e sonolência

Segundo o boletim, os efeitos colaterais das medicações continuam sendo observados mesmo com a estabilidade geral do estado de saúde de Bolsonaro. Os remédios que atuam no sistema nervoso central são apontados pelos médicos como responsáveis pelos episódios de desequilíbrio e pela sonolência durante o dia. A equipe decidiu manter a prescrição sem alterações, diante da evolução apresentada pelo ex-presidente.

A necessidade de prevenir quedas permanece entre as principais recomendações médicas para Bolsonaro. O cuidado está relacionado justamente à instabilidade do equilíbrio corporal registrada nos relatórios anteriores e mantida no boletim mais recente. A orientação é acompanhada de atividades físicas voltadas ao fortalecimento muscular, que fazem parte do tratamento realizado em casa.

Os médicos também mantiveram medidas para reduzir a possibilidade de refluxo gastroesofágico. Bolsonaro segue uma alimentação com baixo teor de acidez e pouco sal, conforme as recomendações estabelecidas durante o acompanhamento domiciliar. O relatório desta sexta-feira não registrou mudanças relevantes no quadro cardiovascular ou respiratório.

Fisioterapia inclui fortalecimento muscular e tratamento no ombro

Um segundo relatório médico, assinado pelo fisioterapeuta Kleber Antonio Caiado de Freitas, detalhou uma sessão realizada na segunda-feira, 19 de outubro. Durante o atendimento, Bolsonaro fez exercícios de fortalecimento muscular em uma academia, além de atividades de mobilidade articular e alongamento. A sessão integrou o processo de recuperação física acompanhado pela equipe responsável pelo tratamento.

O fisioterapeuta também registrou a aplicação de laser na região do ombro direito. O procedimento faz parte do acompanhamento realizado após uma cirurgia no local e foi incluído entre as atividades da sessão de fisioterapia. O tratamento busca auxiliar a recuperação da região enquanto o ex-presidente mantém os exercícios de fortalecimento e mobilidade.

A continuidade da fisioterapia ocorre paralelamente ao acompanhamento das condições clínicas que exigem atenção médica. O objetivo é manter a capacidade muscular e a mobilidade enquanto são monitorados os efeitos provocados pelos medicamentos. A recomendação de exercícios foi mantida no boletim divulgado nesta sexta-feira.

Ex-presidente segue em prisão domiciliar e acompanhamento médico

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março de 2026, quando recebeu alta hospitalar após problemas de saúde. Antes disso, o ex-presidente estava preso na Papudinha, em Brasília, e posteriormente passou a cumprir a medida em casa por determinação judicial. Desde então, relatórios médicos periódicos vêm sendo utilizados para acompanhar sua condição clínica.

Os documentos anteriores já haviam registrado episódios de instabilidade no equilíbrio e sonolência associados aos medicamentos utilizados no tratamento. Em outubro, um boletim também informou que Bolsonaro havia apresentado taquicardia e falta de ar, mas o episódio foi descrito como curto, com melhora espontânea e sem recorrência durante aquela semana. Na ocasião, os médicos também apontaram a persistência dos efeitos secundários das medicações de ação central.

No relatório divulgado nesta sexta-feira, não foram apontadas novas alterações relevantes no estado clínico do ex-presidente. Bolsonaro permanece estável do ponto de vista cardiovascular e respiratório, mas continua sob cuidados para controlar os efeitos dos medicamentos, reduzir o risco de quedas e manter a recuperação física. A fisioterapia realizada em 19 de outubro incluiu fortalecimento muscular, mobilidade, alongamento e aplicação de laser no ombro.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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