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As pesquisas recentes em que Flávio aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno

A reta final da campanha presidencial de 2026 apresenta quadro de grande equilíbrio entre os dois principais candidatos. Levantamentos recentes que simulam um eventual segundo turno mostram Flávio Bolsonaro (PL) em posição numérica de liderança em duas das cinco pesquisas mais atualizadas — Quaest e AtlasIntel —, mas a diferença em ambos os casos situa-se dentro da margem de erro, o que configura empate técnico. A proximidade entre os percentuais revela que a definição deve ocorrer nas últimas semanas de campanha, sem vantagem consolidada para nenhum dos lados.

Na pesquisa Quaest, o senador aparece com 42% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, de modo que a distância de 2 pontos não ultrapassa o intervalo de incerteza estatística. O número representa movimentação em relação à rodada anterior, quando ambos apareciam empatados com 41% cada. A pequena alta registrada por Flávio Bolsonaro indica leve tendência de crescimento, ainda que insuficiente para consolidar liderança fora do empate.

Já no AtlasIntel, a vantagem numérica do candidato do PL é ainda mais estreita: 47,2% contra 46,8% do petista, diferença de apenas 0,4 ponto percentual. Com margem de erro de 1 ponto, o resultado também é considerado tecnicamente empatado. Na rodada anterior, a diferença era de 0,2 ponto, com Flávio à frente por 46,4% a 46,2%. O quadro mostra que o confronto permanece praticamente estável, com variações mínimas que não alteram a configuração de paridade entre os dois nomes.

Os outros três levantamentos trazem o cenário invertido, com Lula aparecendo numericamente à frente. No BTG/Nexus, divulgado nesta segunda-feira, 21, o presidente marca 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro — diferença de 1 ponto, também dentro da margem de erro de 2 pontos. O Datafolha mostra Lula com 46% e o adversário com 44%, repetindo os mesmos percentuais da rodada anterior. Apenas na CNT/MDA a vantagem ultrapassa a margem de erro: 47,3% para Lula e 40% para Flávio, com distância de 7,3 pontos a favor do candidato à reeleição.

Cada instituto adotou metodologia e período de coleta próprios, detalhes que conferem confiabilidade e transparência aos resultados. O BTG/Nexus ouviu 2.006 pessoas entre 18 e 20 de setembro; o Datafolha, 2.002 eleitores de 15 a 17 de setembro; o AtlasIntel entrevistou 5.018 cidadãos entre 11 e 16 de setembro; a Quaest consultou 2.004 pessoas de 10 a 13 de setembro; e a CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores no período de 9 a 13 de setembro. Todos os levantamentos estão devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral.

O que se observa, portanto, é um cenário de forte competitividade. A maioria das pesquisas aponta empate técnico, com pequenas oscilações que podem refletir tanto a dinâmica própria da campanha quanto a margem de variação das amostras. A diferença entre liderar numericamente e ter vantagem estatística é fundamental: enquanto os números mostram aproximação, apenas resultados fora da margem de erro indicam tendência consolidada. Com a disputa ainda indefinida, as próximas semanas serão decisivas para que os eleitores conheçam propostas, avaliem trajetórias e definam, com clareza, o caminho que desejam para o país.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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