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O presidente Lula fez duras críticas a Flávio Bolsonaro durante o debate da Globo na última sexta-feira (23)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não sabe o que é passar fome durante o último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026, realizado pela TV Globo na sexta-feira, 23 de outubro. Ao abordar a pobreza e as políticas sociais, o petista criticou o adversário e declarou que ele não se importa com a situação enfrentada pela população de baixa renda. A discussão ocorreu durante o confronto entre os dois candidatos à Presidência da República, marcado para domingo, 25 de outubro.

“Ele não se importa. Porque onde ele mora as pessoas não passam fome, no condomínio dele as pessoas não passam fome, a família dele não passa fome e ele não sabe o que é fome. Essa é a verdade”, afirmou Lula durante o debate. A declaração foi publicada pelo Estado de Minas em reportagem assinada pela jornalista Sofia Maia, que detalhou as críticas feitas pelo presidente ao senador. O petista utilizou o tema para questionar a relação do adversário com os problemas sociais e defender as medidas adotadas durante seus governos para enfrentar a pobreza.

Durante a discussão, Lula também associou as críticas de Flávio Bolsonaro à carga tributária a um discurso que, segundo ele, não considera suficientemente as necessidades da população mais pobre. O presidente mencionou o acesso de estudantes de baixa renda às universidades e aos institutos federais, além da possibilidade de filhos de trabalhadores alcançarem profissões como engenharia e medicina. Na avaliação apresentada pelo petista durante o confronto, a ampliação dessas oportunidades integra as políticas que contribuíram para melhorar as condições de vida de parte da população brasileira.

Lula relaciona fome a políticas sociais e oportunidades

Ao desenvolver sua argumentação, Lula relembrou a situação da fome no país durante diferentes períodos de seus governos e afirmou que o Brasil havia deixado o Mapa da Fome quando encerrou seu segundo mandato presidencial, em 2010. O presidente também mencionou o retorno à Presidência em janeiro de 2023 e declarou que encontrou novamente milhões de brasileiros enfrentando dificuldades para conseguir alimentação suficiente. Durante o debate, ele citou o número de 33 milhões de pessoas passando fome, cifra que apresentou como parte de sua crítica à situação social encontrada no início do terceiro mandato.

O tema da fome foi utilizado pelo presidente para defender a continuidade de políticas públicas destinadas à população em situação de vulnerabilidade econômica. Lula argumentou que o enfrentamento da pobreza envolve medidas de transferência de renda, ampliação do acesso à educação e iniciativas que permitam às famílias melhorar suas condições de vida. Ao direcionar as críticas a Flávio, o petista questionou se o senador compreendia a realidade das pessoas que precisam lidar diariamente com dificuldades para garantir a própria alimentação.

O presidente também citou investimentos e mecanismos de financiamento destinados a diferentes segmentos da agricultura brasileira, incluindo iniciativas voltadas à produção rural. Durante a discussão, mencionou instituições públicas como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil, relacionando o crédito subsidiado ao apoio à atividade econômica. As referências foram utilizadas para sustentar seu argumento de que políticas de financiamento e ações governamentais podem contribuir para a produção de alimentos, a geração de renda e o desenvolvimento de diferentes setores.

Flávio Bolsonaro é criticado por discurso sobre impostos

A declaração sobre a fome ocorreu em meio a uma discussão mais ampla sobre a economia brasileira e a cobrança de impostos, assuntos que apareceram em diferentes momentos do debate presidencial. Lula criticou a insistência do adversário no tema tributário e afirmou que determinados setores da sociedade se incomodam com a ampliação das oportunidades para pessoas de baixa renda. O presidente mencionou, entre os exemplos, o ingresso de jovens de famílias trabalhadoras no ensino superior e a possibilidade de conquistar empregos que exigem formação profissional.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresentou críticas à situação econômica do país e ao peso dos impostos sobre os brasileiros, defendendo mudanças na condução da política econômica. A discussão entre os candidatos envolveu ainda o salário mínimo, o endividamento das famílias e as propostas para o próximo governo, temas que afetam diretamente o orçamento doméstico. O confronto permitiu que os dois presidenciáveis expusessem suas posições sobre as medidas econômicas e sociais que pretendem adotar caso vençam a eleição.

As falas sobre pobreza e tributação integraram uma sequência de trocas de críticas durante o último debate televisionado antes da votação decisiva. O encontro foi realizado na sexta-feira, 23 de outubro, com mediação do jornalista César Tralli, e reuniu Lula e Flávio Bolsonaro no confronto final promovido pela emissora antes do segundo turno. Ao longo do programa, os candidatos discutiram temas nacionais e fizeram referências às administrações anteriores, às propostas de governo e às condições econômicas enfrentadas pela população.

Eleitores votam neste domingo para escolher o presidente

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para domingo, 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente concorre à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, enquanto o senador disputa o cargo pelo Partido Liberal, representando a candidatura de oposição ao governo federal. A votação encerrará a campanha presidencial, que teve como um de seus principais eixos a discussão sobre economia, políticas sociais, segurança pública e o papel do Estado na redução das desigualdades.

A declaração de Lula sobre a fome ocorreu dois dias antes da votação e colocou novamente a pobreza entre os assuntos centrais da disputa presidencial. Durante o debate, o presidente afirmou que Flávio não conhece a realidade de quem enfrenta a falta de alimentos e questionou o interesse do adversário pelas condições de vida da população mais vulnerável. Os brasileiros irão às urnas neste domingo, 25 de outubro, para escolher entre os dois candidatos que disputam o segundo turno.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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