Simone Tebet fez uma declaração polêmica em São José do Rio Preto, ao lado de Lula e Haddad

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) declarou que está em “guerra contra a família Bolsonaro” durante um ato de campanha realizado neste sábado (5), em São José do Rio Preto, no interior paulista. A declaração ocorreu diante de uma plateia que acompanhava a mobilização eleitoral liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No mesmo evento, estiveram presentes o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a candidata ao Senado Marina Silva (Rede).
Durante o discurso, Tebet afirmou que o momento exigiria uma postura de enfrentamento contra adversários políticos que, segundo sua avaliação, representam uma ameaça ao projeto defendido pelo grupo governista. A candidata afirmou que a disputa seria contra o “fascismo” e também direcionou sua fala diretamente à família Bolsonaro. O tom adotado pela ex-ministra marcou uma mudança importante na estratégia eleitoral, principalmente porque, na eleição anterior, ela esteve posicionada na oposição a Lula e agora integra uma chapa alinhada ao campo progressista em São Paulo.
A declaração aconteceu em um momento de forte polarização na corrida eleitoral de 2026, na qual o bolsonarismo continua ocupando espaço central no debate político nacional. Tebet também relacionou a disputa à atuação do eleitorado feminino e convocou mulheres a se posicionarem contra adversários como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Dessa forma, o discurso apresentado em Rio Preto foi utilizado para transformar a eleição em uma disputa política mais ampla, envolvendo tanto a sucessão presidencial quanto as cadeiras do Senado e o governo paulista.
Simone Tebet endurece discurso contra Bolsonaro e aliados
Ao afirmar que “estamos em guerra”, Simone Tebet adotou uma linguagem de confronto político que ultrapassou a disputa tradicional entre candidaturas. Na sequência, ela citou o fascismo e a família Bolsonaro como alvos desse enfrentamento, associando sua posição a críticas feitas durante a pandemia de Covid-19. Segundo a candidata, integrantes do grupo adversário teriam negado vacinas à população e seriam responsáveis por milhares de mortes, argumento utilizado para reforçar a necessidade de mudança política.
O discurso de Tebet foi apresentado diante de uma aliança que reúne diferentes trajetórias políticas dentro do mesmo palanque. Lula busca a reeleição, Haddad disputa o governo paulista, Alckmin atua como vice-presidente e Tebet e Marina Silva concorrem ao Senado, formando uma composição que tenta apresentar unidade diante do eleitorado paulista. A presença conjunta dessas lideranças também serviu para demonstrar que a campanha pretende concentrar esforços contra adversários identificados com a direita e, especialmente, com o bolsonarismo.
A escolha de São José do Rio Preto para esse discurso teve peso eleitoral porque o interior de São Paulo representa uma região estratégica para a disputa estadual e nacional. O evento reuniu milhares de apoiadores e foi marcado por críticas à família Bolsonaro e também ao governador Tarcísio de Freitas, que tenta a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Nesse cenário, a fala de Tebet passou a integrar uma estratégia mais ampla de mobilização do eleitorado contra nomes que aparecem como adversários diretos do grupo formado por Lula, Haddad e seus aliados.
Tebet convoca eleitorado feminino para enfrentar adversários
A ofensiva de Simone Tebet também ganhou um componente específico voltado às mulheres, público que pode ter peso significativo na definição das eleições de 2026. Durante o ato, a candidata defendeu uma atuação mais firme desse eleitorado contra Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro, apresentando a participação feminina como elemento decisivo para impedir a continuidade de projetos políticos ligados ao bolsonarismo. A estratégia amplia o alcance de seu discurso e coloca a disputa pelo Senado dentro de uma batalha eleitoral que envolve diferentes níveis de poder.
A candidatura de Tebet ao Senado está inserida na mesma chapa majoritária que apoia Fernando Haddad para o governo paulista, com Márcio França como candidato a vice. Marina Silva também disputa uma vaga no Senado pelo mesmo campo político, o que transforma a campanha em uma composição eleitoral que busca eleger representantes alinhados ao projeto nacional de Lula. Esse movimento representa uma aproximação significativa em relação à eleição anterior, quando Tebet concorreu à Presidência e se apresentou como uma alternativa ao confronto direto entre Lula e Bolsonaro.
O endurecimento do discurso ocorre justamente quando a campanha eleitoral começa a explorar com maior intensidade as diferenças entre os grupos políticos que disputam o país. No mesmo palanque, Lula criticou Tarcísio e afirmou que pretende defender Fernando Haddad, enquanto o candidato petista ao governo paulista também fez ataques ao atual governador e mencionou o caso do Banco Master. Assim, a fala de Tebet não apareceu de maneira isolada, mas dentro de um ato em que diferentes candidatos utilizaram críticas ao campo conservador como eixo central de suas mensagens.
Guerra política coloca família Bolsonaro no centro da eleição
A declaração de Simone Tebet tende a reforçar a polarização da campanha em São Paulo e pode contribuir para transformar a eleição em uma disputa entre dois grandes campos políticos. De um lado, estão Lula, Haddad, Tebet, Marina e outros aliados que tentam consolidar uma frente contra o bolsonarismo; do outro, aparecem nomes ligados à direita, como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Nesse ambiente, expressões como “guerra” passam a ser utilizadas para mobilizar apoiadores e estabelecer uma divisão mais clara entre os projetos eleitorais.
O discurso de Rio Preto mostra que a campanha de Tebet deverá explorar temas nacionais para conquistar uma vaga no Senado, vinculando sua candidatura à defesa de Lula e ao enfrentamento direto de seus adversários. Ao mesmo tempo, a aproximação com o presidente e com Haddad evidencia que a eleição paulista será tratada como uma peça importante da disputa política nacional de 2026. Com a corrida eleitoral avançando, a tendência é que declarações de confronto como a de Tebet ganhem cada vez mais espaço nos palanques, tornando a família Bolsonaro um dos principais alvos da estratégia política adotada pelo grupo governista.





